Não sei porquê
Hoje quando acordei, em meio a aquela bagunça acumulada de uma semana de noites mal dormidas, encontrei uma foto nossa jogada no chão.
Observando aquela foto por instantes, viajei pro dia em que a gente se conheceu, relembrando cada encontro, nos mínimos detalhes, e deixando escapar sorrisos incontroláveis, acompanhados de suspiros.
Incrível era o efeito do seu sorriso em mim, aquele que se fosse utilizado em uma guerra desarmaria o inimigo, aquele que transparecia todo aquele seu coração cheio de dúvidas e meias certezas.
No meio das lembranças, aquela da manhã em que eu fechei a porta e disse: Bom trabalho!
Não sei porque diabos ainda me preocupo com você.
Porque ainda guardo o canto do bolo, um vinho na geladeira, aqueles cookies (que eu nem como) pro café da manhã.
Não sei, mas ainda passo naquela esquina no mesmo horário, na esperança de ver você passar, ainda lembro de você todo fim de tarde quando chove, e quando não chove também.
Porque ainda escuto as mesmas músicas, uso aquela camiseta surrada que você pegou emprestada uma vez. Frequento os mesmos lugares. Ainda deito do outro lado da cama, esperando que você volte a ocupar o seu, mesmo já fazendo um mês que você se foi.
Aquelas fotos ainda estão na estante, ainda frequento suas redes sociais e reviro a casa toda procurando sinais que me façam acreditar que você realmente algum dia esteve ali, dividindo aqueles metros quadrados comigo.
Eu sei, mas espero aquele convite do jantar, aquela ligação me perguntando se estou em casa, ainda espero que entre por aquela porta, dizendo que aquele "bom trabalho" estava errado e que voltou pra me dar mais um beijo.
Não sei porque ainda rego esperanças quase secas no meio desse deserto, deposito toda a minha fé na sua volta, que parece tão improvável.
Não sei porque não me disponho a te esquecer, não sei, mas insisto em insistir em você.
Adaptado de 'Alessandra'
De um blog que achei esses dias
Um blog que me faz um mal danado de verdades
Já estou parando de insistir, eu juro. Cada dia é mais um dia 'sóbria'
Eu devia ganhar moedas.
27 de out. de 2015
8 de out. de 2015
Oi
E só fico pensando que chegou quinta-feira
Então acabou a semana pra você, pra mim
Eu fiquei esperando o interfone gritar de segunda até hoje
E quando tocou era todo mundo menos o porteiro brincando comigo e com teu nome
Eu só queria que você quisesse
Que me surpreendesse
Que fosse diferente
E que essa fosse a vez de eu me provar suficiente
Talvez eu só tenha mesmo cumprido minha função de satisfazer a 'alma' masculina
Ontem vi o vídeo do Ed Sheeran que você indicou
Golpe baixo
Parece que sabia que em duas semanas eu ia estar na fossa
Ainda te quero
Volta?
Não posso nem pedir isso em voz alta
Mas volta?!
"I found your hair band on my bedroom floor
The only evidence that you've been here before"
Ouvindo U.N.I - Ed Sheeran
Queria que alguém ainda me lesse.
Tantos erros...
Então acabou a semana pra você, pra mim
Eu fiquei esperando o interfone gritar de segunda até hoje
E quando tocou era todo mundo menos o porteiro brincando comigo e com teu nome
Eu só queria que você quisesse
Que me surpreendesse
Que fosse diferente
E que essa fosse a vez de eu me provar suficiente
Talvez eu só tenha mesmo cumprido minha função de satisfazer a 'alma' masculina
Ontem vi o vídeo do Ed Sheeran que você indicou
Golpe baixo
Parece que sabia que em duas semanas eu ia estar na fossa
Ainda te quero
Volta?
Não posso nem pedir isso em voz alta
Mas volta?!
"I found your hair band on my bedroom floor
The only evidence that you've been here before"
Ouvindo U.N.I - Ed Sheeran
Queria que alguém ainda me lesse.
Tantos erros...
4 de out. de 2015
Insensatez
Você me permite ir, você me permite escolher, você é democrática, sensata, elegante, madura, equilibrada, não procura forçar sua opinião, impor sua vontade, você oferece espaço, aguarda, pede que eu reconheça seu valor, sai de perto para não pressionar, chora e sofre distante, recrimina o ciúme e me exclui.
Desculpa. Mas amor não é justiça, amor não é julgamento, amor não é consciência, amor não é controle.
Amor é um filho da p. da insistência, é manter-se perto, próximo, junto, grudado, até que o entendimento da vida estale.
Não é se afastar, não é facilitar o trabalho dos outros se afastando. Não é exigir que venha agora ou nada, que venha inteiro ou nada. Diante do extremismo, sempre ficaremos com nada.
Partilho da crença de que o provisório é tudo.
Pode vir pela metade, fragmentada, dividida, um terço de si, uma parcela, que eu aceito e completo. Eu lhe quero do jeito que der, do jeito que for.
Pode vir confusa, em crise, indecisa, ambígua, que logo unifico seus receios.
Não confio na saudade, confio na presença. A saudade só adoça o arrependimento.
Eu não saúdo a saudade. Eu dou a porta de saída para a saudade.
É com a convivência que vou mostrar que sou o melhor para seu temperamento, que sou também o pior, que sou o que espera, e sou também o que não espera, que sou sua alegria e também sua desordenada raiva, que sou seu encantamento e também sua decepção, que sou o centro de seus dias e também as margens de suas noites.
Não serei educado para deixá-la em paz. Nunca. Amor quando dói é mal-educado. Falarei excessivamente, farei sinais e gestos passionais, tremerei mais do que copo de morto - terá o que se lembrar de mim.
Não finja que deseja meu bem. Não há bem com a distância. Deseje meu mal, mas deseje que eu seja seu.
Aquele que é o nosso maior erro costuma ser o grande amor de nossa vida.
(Eu gostaria que fosse)
Fabrício Carpinejar
Ele fala por mim.
Desculpa. Mas amor não é justiça, amor não é julgamento, amor não é consciência, amor não é controle.
Amor é um filho da p. da insistência, é manter-se perto, próximo, junto, grudado, até que o entendimento da vida estale.
Não é se afastar, não é facilitar o trabalho dos outros se afastando. Não é exigir que venha agora ou nada, que venha inteiro ou nada. Diante do extremismo, sempre ficaremos com nada.
Partilho da crença de que o provisório é tudo.
Pode vir pela metade, fragmentada, dividida, um terço de si, uma parcela, que eu aceito e completo. Eu lhe quero do jeito que der, do jeito que for.
Pode vir confusa, em crise, indecisa, ambígua, que logo unifico seus receios.
Não confio na saudade, confio na presença. A saudade só adoça o arrependimento.
Eu não saúdo a saudade. Eu dou a porta de saída para a saudade.
É com a convivência que vou mostrar que sou o melhor para seu temperamento, que sou também o pior, que sou o que espera, e sou também o que não espera, que sou sua alegria e também sua desordenada raiva, que sou seu encantamento e também sua decepção, que sou o centro de seus dias e também as margens de suas noites.
Não serei educado para deixá-la em paz. Nunca. Amor quando dói é mal-educado. Falarei excessivamente, farei sinais e gestos passionais, tremerei mais do que copo de morto - terá o que se lembrar de mim.
Não finja que deseja meu bem. Não há bem com a distância. Deseje meu mal, mas deseje que eu seja seu.
Aquele que é o nosso maior erro costuma ser o grande amor de nossa vida.
(Eu gostaria que fosse)
Fabrício Carpinejar
Ele fala por mim.
22 de set. de 2015
Paz pra mim é isso
O espetáculo que é ver o seu amor dormindo
E os primeiros raios de luz do dia que entram pelas frestas da janela de madeira já não incomodam quando você está ao lado. Porque é você quem está ao lado. Você, que geralmente dorme à minha esquerda, hemisfério corporal onde, dizem os especialistas, mora o coração. E então, por um momento, tudo parece fazer sentido. Foi essa a sua mandinga pra entrar no meu coração e pra, de quebra, tomar conta da minha cabeça e transbordar a minha vida. Não adianta negar. Foi essa a tática infalível pra que eu abrisse a porta da minha casa, o fecho do meu sutiã e incontáveis sorrisos de mais de oito graus na escala Richter.
Te olho dormindo. De bruços, os braços estendidos para cima e o rosto levemente virado para o lado. A respiração calma e silenciosa, como se você descansasse numa daquelas paisagens bonitas que a gente só vê em filme. As costas discretamente torneadas, como se cada músculo não fosse fruto de mais do que um esforço cotidiano. A boca perfeitamente cerrada, como se aqueles lábios grudados guardassem o segredo da criação do mundo. E é inevitável eu me perguntar como cabe tanta beleza num corpo tão pequeno. Tão compacto, tão discreto, tão sutil. Tão branquinho. Tão diferente do meu, todo desenhado e que nunca entendeu direito aquele tal de “menos é mais”. Tão menos e que consegue ser tão mais. Você, meu amor, saiu de uma pintura renascentista. Só pode ser isso. Você fugiu do teto da capela Cistina direto para os meus lençóis. Ciao, Michelangelo.
Porque aqui a vida é mais feliz. Tem travesseiro macio, embora você o dispense todas as noites. Tem cobertor, embora o meu calor lhe seja mais convidativo. E tem o meu corpo quente – ah, esse você não troca por nada. Só por uns minutinhos de sono a mais quando é ainda dia de semana. E sabe que eu até gosto? Porque nada me recompõe tão bem quanto saber que você está em paz. Que nenhum pesadelo feriu sua madrugada. Que os monstros que, um dia, talvez, tenham dormido embaixo da sua cama, foram embora pra nunca mais. Que o universo conspira a favor de nós. E que eu passaria noites inteiras velando o seu sono.
Eu, então, me aproximo para deixar um beijo no seu rosto inerte. (...) E eu fico pensando que nunca, jamé, nem never more eu conseguiria ser rude ou pouco doce na hora de te resgatar das profundezas do seu sono, que é sempre justo e bonito. Assim como você. E quando aquele raio de sol do meio-dia queima a sua retina por através das suas pálpebras, eu morro um pouquinho. Pra quê acabar com um dos espetáculos mais bonitos do planeta Terra, caro sol? Mas renasço ainda mais feliz assim que você me lança aquele primeiro olhar do dia, seguido de um sorriso, de uma carícia quase que infantil e de um preguiçoso beijo na boca, me chamando pra uma sacanagenzinha matinal e anunciando que, independentemente do que o Climatempo disser, o dia de hoje será mais bonito. Só porque você acordou ao meu lado.
Não sei pra vocês, meus amigos. Mas paz, pra mim, é isso.
By Bruna Grotti
E os primeiros raios de luz do dia que entram pelas frestas da janela de madeira já não incomodam quando você está ao lado. Porque é você quem está ao lado. Você, que geralmente dorme à minha esquerda, hemisfério corporal onde, dizem os especialistas, mora o coração. E então, por um momento, tudo parece fazer sentido. Foi essa a sua mandinga pra entrar no meu coração e pra, de quebra, tomar conta da minha cabeça e transbordar a minha vida. Não adianta negar. Foi essa a tática infalível pra que eu abrisse a porta da minha casa, o fecho do meu sutiã e incontáveis sorrisos de mais de oito graus na escala Richter.
Te olho dormindo. De bruços, os braços estendidos para cima e o rosto levemente virado para o lado. A respiração calma e silenciosa, como se você descansasse numa daquelas paisagens bonitas que a gente só vê em filme. As costas discretamente torneadas, como se cada músculo não fosse fruto de mais do que um esforço cotidiano. A boca perfeitamente cerrada, como se aqueles lábios grudados guardassem o segredo da criação do mundo. E é inevitável eu me perguntar como cabe tanta beleza num corpo tão pequeno. Tão compacto, tão discreto, tão sutil. Tão branquinho. Tão diferente do meu, todo desenhado e que nunca entendeu direito aquele tal de “menos é mais”. Tão menos e que consegue ser tão mais. Você, meu amor, saiu de uma pintura renascentista. Só pode ser isso. Você fugiu do teto da capela Cistina direto para os meus lençóis. Ciao, Michelangelo.
Porque aqui a vida é mais feliz. Tem travesseiro macio, embora você o dispense todas as noites. Tem cobertor, embora o meu calor lhe seja mais convidativo. E tem o meu corpo quente – ah, esse você não troca por nada. Só por uns minutinhos de sono a mais quando é ainda dia de semana. E sabe que eu até gosto? Porque nada me recompõe tão bem quanto saber que você está em paz. Que nenhum pesadelo feriu sua madrugada. Que os monstros que, um dia, talvez, tenham dormido embaixo da sua cama, foram embora pra nunca mais. Que o universo conspira a favor de nós. E que eu passaria noites inteiras velando o seu sono.
Eu, então, me aproximo para deixar um beijo no seu rosto inerte. (...) E eu fico pensando que nunca, jamé, nem never more eu conseguiria ser rude ou pouco doce na hora de te resgatar das profundezas do seu sono, que é sempre justo e bonito. Assim como você. E quando aquele raio de sol do meio-dia queima a sua retina por através das suas pálpebras, eu morro um pouquinho. Pra quê acabar com um dos espetáculos mais bonitos do planeta Terra, caro sol? Mas renasço ainda mais feliz assim que você me lança aquele primeiro olhar do dia, seguido de um sorriso, de uma carícia quase que infantil e de um preguiçoso beijo na boca, me chamando pra uma sacanagenzinha matinal e anunciando que, independentemente do que o Climatempo disser, o dia de hoje será mais bonito. Só porque você acordou ao meu lado.
Não sei pra vocês, meus amigos. Mas paz, pra mim, é isso.
By Bruna Grotti
13 de set. de 2015
Se você soubesse / Se eu soubesse.
O luto é lento. O homem pode disfarçar transando, separando o sexo do arrebatamento, tentando se relacionar à força, saindo com os amigos, aparecendo em festas, mas o luto é lento.
Se você soubesse como é difícil o homem amar, como é raro o homem amar.
O quanto é difícil. O quanto não será fácil acontecer outra vez.
Amor é desde o primeiro encontro, chuta a porta, arrebenta o trinco, esculhamba a vida.
Amor não é convencimento, persuasão, escolha do que é perfeito, do que se encaixa com o nosso temperamento.
Amor não é compatibilidade, afinidades eletivas, prazer da companhia.
É o improvável, é o inesperado, é o desconhecido.
É um mistério absurdamente desafiador, ingrato e perigoso.
Vai além da amizade, do controle, do domínio, do interesse.
Amor é ser incompetente para compreender. É se despedir beijando, é se despedir indicando o contrário.
E muitas vezes se afastar não é se despedir - é apenas sofrer, agora sozinho, a falta de entendimento.
Se você soubesse o quanto é complicado para o homem se abrir para alguém, atingir a cumplicidade e a confidência.
Homem não fala tudo para os amigos, homem fala o que pode. Mas o homem fala tudo para a mulher que ama, fala o que não imaginava falar um dia.
A palavra é a última reserva masculina, a última guarida. Ele somente se confessa na intimidade.
Ao se separar, o homem perde a palavra. Talvez queira compensar com atos e bravatas, porém perde a palavra.
Pode se vingar com o sexo, só que não é ele, não há brilho contumaz em seus olhos, não há a façanha da esperança, não há insegurança que o deixa seguro do que sente.
Se você soubesse a exclusividade do amor masculino. A adoração do amor masculino. A loucura do amor masculino. A insistência secreta do amor masculino.
Se você soubesse que jamais será substituída, trocada, apagada.
Que talvez ele nunca diga isso porque vão brigar antes.
Talvez ele nunca agradeça o que recebeu ou o que ofereceu porque não terá oportunidade ou se calará diante de sua descrença. Você já não confia nele. Você é feita do extremo, da renúncia, como toda mulher: ou é ou não é, ou mente ou conta a verdade, ou demonstra ou está fingindo.
Não é assim que funciona para o homem. Homem é confuso, é incoerente, ele é mentira e verdade junto, brincadeira e seriedade misturadas, não tem como discernir.
Se você soubesse.
Ele acordará bem num dia, mal num outro, vai cercar o coração com a razão, e seguir adiante.
Seguir adiante não é superar, é se acostumar com a dor.
Não confie na aparência feliz, o pássaro que canta pode estar chorando.
O luto demora, pois não existe para ele, que continua casado por dentro.
Se você soubesse o quanto ele te ama.
E melhor ainda se você acreditasse.
Fabrício Carpinejar
Algum dos meus (muitos) leitores pode dizer se isso procede?
Agradecida
Beijos da Amy
13 de ago. de 2015
Sem título
Sabem né...
Pra eu vir aqui é porque o bicho tá pegando.
Só desabafar...
Dizer que estou decepcionada de novo.
Muito.
Nem sei de onde veio tanta decepção.
Talvez seja o acúmulo de uns 10 anos de uma trás da outra.
Eu já fui muito mais idealista, sonhadora, vivia de histórias que eu montava na minha cabeça.
Acontece que a realidade é bem melhor.
Mais instigante.
Porque cada dia uma coisa nova, uma palavra nova acontece.
E é de verdade.
A velha e profunda guerra interna de saber que tenho que ser boa, muito boa, mais do que boa e se provar a todo momento, sem dar uma pisadinha de bola para ter chance.
Eu disse pra ter chance?
Não, isso tudo é pra ter a mínima das chances.
Sinto que não sou moldada pra isso. Tinha que ser fácil.
Se não é provavelmente tem alguma coisa errada.
E sim, depois desse tempo todo, eu admito que só pode ser comigo.
Mesmo que seja por conta das escolhas que EU faço.
Frase Solta 1: Você quer ter razão ou ser feliz?
O último post foi em abril, e nem foi meu. Foi só uma crônica...
Que vergonha.
Frase Solta 2: "Se fui enganado, se fui desamado, era um risco que corria. Minha vida não é comprada, não ganharei nenhuma luta por antecedência."
É certo pedir de volta? Orar? Nossos pedidos não são contraditórios? As vezes a gente nem sabe que são, mas são.
Pra eu vir aqui é porque o bicho tá pegando.
Só desabafar...
Dizer que estou decepcionada de novo.
Muito.
Nem sei de onde veio tanta decepção.
Talvez seja o acúmulo de uns 10 anos de uma trás da outra.
Eu já fui muito mais idealista, sonhadora, vivia de histórias que eu montava na minha cabeça.
Acontece que a realidade é bem melhor.
Mais instigante.
Porque cada dia uma coisa nova, uma palavra nova acontece.
E é de verdade.
A velha e profunda guerra interna de saber que tenho que ser boa, muito boa, mais do que boa e se provar a todo momento, sem dar uma pisadinha de bola para ter chance.
Eu disse pra ter chance?
Não, isso tudo é pra ter a mínima das chances.
Sinto que não sou moldada pra isso. Tinha que ser fácil.
Se não é provavelmente tem alguma coisa errada.
E sim, depois desse tempo todo, eu admito que só pode ser comigo.
Mesmo que seja por conta das escolhas que EU faço.
Frase Solta 1: Você quer ter razão ou ser feliz?
O último post foi em abril, e nem foi meu. Foi só uma crônica...
Que vergonha.
Frase Solta 2: "Se fui enganado, se fui desamado, era um risco que corria. Minha vida não é comprada, não ganharei nenhuma luta por antecedência."
É certo pedir de volta? Orar? Nossos pedidos não são contraditórios? As vezes a gente nem sabe que são, mas são.
7 de abr. de 2015
Sempre ele
"Sou sério, assumo minhas decisões, não sou inconsequente. Sofro porque sou sério. A falta de seriedade traz a leviandade, não é o meu exemplo.
(...)
Fazer sem pensar é inconsequência. Fazer pensando é compromisso. Eu me comprometo comigo.
Penso rápido, mas penso. Penso com devoção. Ideias guardadas apenas envelhecem, não são como o vinho, não melhoram com os anos. Realizo enquanto tenho condições de realizar, ainda que imperfeito. Não adianta se conscientizar dos atos e do que seria melhor tarde demais. O que vejo de gente se arrependendo quando não pode mais consertar nada. O perdão se come quente, com o prato fumegando.
Não agirei bêbado e colocarei a culpa na bebida. Não agirei desesperado e colocarei a culpa na carência. Agirei porque quis. Enquanto é hora.
Se errei, se não deu certo, fui eu mesmo que escolhi o meu destino. O destino é meu de qualquer jeito, acertando e falhando.
Se fui enganado, se fui desamado, era um risco que corria. Minha vida não é comprada, não ganharei nenhuma luta por antecedência.
Pugilista ou poeta não pode reclamar de sangrar e apanhar. Não pode lamentar os hematomas, não pode protestar por injustiça, não pode praguejar o ringue.
É da minha natureza confiar no amor e confiar mesmo depois que a pessoa já provou o contrário. E confiar de novo e confiar mais uma vez diante da repetição do erro até que o outro aprenda o que é confiança.
A fragilidade é fortaleza. A vulnerabilidade é lealdade.
Quando o destino não me ajuda, fecho a guarda e sigo pela contagem dos pontos. Não abandono o meu coração.
O sofrimento é meu e também é parte da paixão. Não tenho como não sofrer quando me entrego. Não sei o que minha companhia é capaz de oferecer.
Garanto minhas intenções, mostro quem sou desde o início. Não encampo propaganda enganosa, ninguém descobrirá alguém diferente dentro de mim daqui a um tempo.
Sou monótono de tão passional, sou previsível de tão disposto, pois não mudo minha intensidade.
Caráter é como falamos a verdade mesmo quando não nos beneficia.
(...)"
(...)
Fazer sem pensar é inconsequência. Fazer pensando é compromisso. Eu me comprometo comigo.
Penso rápido, mas penso. Penso com devoção. Ideias guardadas apenas envelhecem, não são como o vinho, não melhoram com os anos. Realizo enquanto tenho condições de realizar, ainda que imperfeito. Não adianta se conscientizar dos atos e do que seria melhor tarde demais. O que vejo de gente se arrependendo quando não pode mais consertar nada. O perdão se come quente, com o prato fumegando.
Não agirei bêbado e colocarei a culpa na bebida. Não agirei desesperado e colocarei a culpa na carência. Agirei porque quis. Enquanto é hora.
Se errei, se não deu certo, fui eu mesmo que escolhi o meu destino. O destino é meu de qualquer jeito, acertando e falhando.
Se fui enganado, se fui desamado, era um risco que corria. Minha vida não é comprada, não ganharei nenhuma luta por antecedência.
Pugilista ou poeta não pode reclamar de sangrar e apanhar. Não pode lamentar os hematomas, não pode protestar por injustiça, não pode praguejar o ringue.
É da minha natureza confiar no amor e confiar mesmo depois que a pessoa já provou o contrário. E confiar de novo e confiar mais uma vez diante da repetição do erro até que o outro aprenda o que é confiança.
A fragilidade é fortaleza. A vulnerabilidade é lealdade.
Quando o destino não me ajuda, fecho a guarda e sigo pela contagem dos pontos. Não abandono o meu coração.
O sofrimento é meu e também é parte da paixão. Não tenho como não sofrer quando me entrego. Não sei o que minha companhia é capaz de oferecer.
Garanto minhas intenções, mostro quem sou desde o início. Não encampo propaganda enganosa, ninguém descobrirá alguém diferente dentro de mim daqui a um tempo.
Sou monótono de tão passional, sou previsível de tão disposto, pois não mudo minha intensidade.
Caráter é como falamos a verdade mesmo quando não nos beneficia.
(...)"
Meu Sonho é Casar na Igreja - Fabrício Carpinejar
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