Você é uma artista da fome? Eu não era, mas me tornei. Explico, sim.
“Um artista da fome” é um conto de Franz Kafka com mil desdobramentos. Mas vamos nos ater apenas a toscas pinceladas: ele expõe a história de um jejuador profissional, uma atração de circo, que um dia, mesmo sem precisar manter seu jejum, o mantém e morre. Suas últimas palavras são sobre por que passou a vida inteira jejuando: “Eu não pude encontrar o alimento que me agrada. Se eu tivesse encontrado, pode acreditar, não teria feito nenhum alarde e me empanturrado como você e todo mundo.”
Antes eu não era uma artista da fome, eu não jejuava: me virava com o que tinha, com o que dava, com o que parecia possível, com o que talvez me alimentasse. Talvez foi meu pão e vinho, (...), por muito tempo.
Então, a cada grão de areia a menos na ampulheta, sem premeditar, sem sequer desejar, eu fui me tornando uma artista da fome: não consigo me empanturrar como todo mundo (quem se empanturra não saboreia) e até mesmo esses nacos de carne que me garantiam alguma sobrevivência se tornaram intragáveis.
Nunca encontrei um alimento que me saciasse e é por isso que me tornei uma retirante emocional. Eu sempre vou embora – às vezes eles vão antes. Afinal, eu não quero um milhão de coisas, só quero aquela coisa especial: amor. No amor cabe tudo. E é de tudo, portanto, que eu tenho fome.
Adaptado - Stella Florence
25 de abr. de 2012
14 de abr. de 2012
Eu não posso fazer você me amar
Conclusões, yes!
Impossível não postar depois das conversas de quinta, que complementaram as de ontem e mais os pensamentos de hoje. A esperança é burra sim. Ela se apagou aqui dentro, posso dizer que ainda está em brasa, mas não dá pra acreditar mais no curso correto e natural das coisas. Deixar de acreditar nisso é deixar tudo em brasa, toda e qualquer esperança de sentir o que eu tanto transpiro desejar sentir.
Estou vendo o dvd da Adele pela primeira vez e é sensacional. Descobri uma música que eu não conhecia da qual vou compartilhar umas passagens aqui. Mas, fora isso, fiquei pensando no que a música fez com ela. No que a música fez POR ela pra permitir que hoje ela fale daquele ex que foi o motivo de tudo com humor e um desdenho sincero.
Eu me sinto nesse caminho. Eu poderia ter escrito um álbum, mas escrevi praticamente um blog inteiro. Também vale, exceto pela diferença gritante de que ele nunca vai saber da existência e nem vai se deparar com o blog bombando acessado por milhões e milhões de pessoas - só pra fazer uma analogia como o CD.
Eu tento ver o blog como uma pessoa qualquer veria e imagino que a autora é uma montanha russa de emoções e recaídas, chata pra cacete e que não consegue superar uma historinha curta. Só por desencargo de consciênca: é que eu só escrevo mesmo quando a montanha russa está no ponto mais baixo ou quando realmente as recaídas vêm, então, provavelmente, o teor do que vai ser lido aqui vai se ater a assuntos bastante sentimentais, exagerados, às vezes revoltados. É isso. O meu espaço. O meu lugar na calçada.
(Ps: Acabou de tocar Someone Like You)
Mas agora a música que encerra uma fase que eu ainda não sei exatamente qual é.
"Apague as luzes
Arrume a cama
Diminua essas vozes
Dentro da minha cabeça
(...)
Porque eu não posso fazer você me amar
Se você não me ama
Você não pode fazer seu coração sentir
Algo que ele não sente
Aqui no escuro
Nestas últimas horas
Eu entregarei meu coração
E vou sentir a força
Mas você não vai
Não, você não vai
Porque eu não posso fazer você me amar
Se você não me ama
Fecharei meus olhos
Então não verei
O amor que você não sente
Quando está me abraçando
Amanhã vai chegar
E eu vou fazer o que é certo
Apenas me dê até lá
Para eu desistir desta luta
E eu vou desistir dessa luta".
É basicamente a sensação de conformidade de uma vez por todas. A sensação de que eu não posso fazer nada pra mudar porra nenhuma. E, sim, eu juro, estou ok com isso. Cansei minha cabeça por muito tempo matutando se eu tinha mesmo feito tudo e, na boa, se isso existe, eu fiz mais do que tudo. Eu fiz 110%. Eu fui e posso ser a melhor mulher do mundo então foda-se. Grande perda... pra ele (Notaram a parte revoltada fluindo?!).
Chega então. Era isso. O teor das conversas dos últimos dias e outras conclusões diferentes das de hoje eu não sei se cabem em um post, então vou deixando. Só pra situar vocês a coisa é mais ou menos assim: toda vez que ela sai, ela jura que não sai nunca mais. É o que dá vontade de fazer, sinceramente. Pra se poupar de tanta bobagem, tanta gente idiota, tanto desgaste... Tá, Parei.
"Nevermind, I'll find someone like you".
Impossível não postar depois das conversas de quinta, que complementaram as de ontem e mais os pensamentos de hoje. A esperança é burra sim. Ela se apagou aqui dentro, posso dizer que ainda está em brasa, mas não dá pra acreditar mais no curso correto e natural das coisas. Deixar de acreditar nisso é deixar tudo em brasa, toda e qualquer esperança de sentir o que eu tanto transpiro desejar sentir.
Estou vendo o dvd da Adele pela primeira vez e é sensacional. Descobri uma música que eu não conhecia da qual vou compartilhar umas passagens aqui. Mas, fora isso, fiquei pensando no que a música fez com ela. No que a música fez POR ela pra permitir que hoje ela fale daquele ex que foi o motivo de tudo com humor e um desdenho sincero.
Eu me sinto nesse caminho. Eu poderia ter escrito um álbum, mas escrevi praticamente um blog inteiro. Também vale, exceto pela diferença gritante de que ele nunca vai saber da existência e nem vai se deparar com o blog bombando acessado por milhões e milhões de pessoas - só pra fazer uma analogia como o CD.
Eu tento ver o blog como uma pessoa qualquer veria e imagino que a autora é uma montanha russa de emoções e recaídas, chata pra cacete e que não consegue superar uma historinha curta. Só por desencargo de consciênca: é que eu só escrevo mesmo quando a montanha russa está no ponto mais baixo ou quando realmente as recaídas vêm, então, provavelmente, o teor do que vai ser lido aqui vai se ater a assuntos bastante sentimentais, exagerados, às vezes revoltados. É isso. O meu espaço. O meu lugar na calçada.
(Ps: Acabou de tocar Someone Like You)
Mas agora a música que encerra uma fase que eu ainda não sei exatamente qual é.
"Apague as luzes
Arrume a cama
Diminua essas vozes
Dentro da minha cabeça
(...)
Porque eu não posso fazer você me amar
Se você não me ama
Você não pode fazer seu coração sentir
Algo que ele não sente
Aqui no escuro
Nestas últimas horas
Eu entregarei meu coração
E vou sentir a força
Mas você não vai
Não, você não vai
Porque eu não posso fazer você me amar
Se você não me ama
Fecharei meus olhos
Então não verei
O amor que você não sente
Quando está me abraçando
Amanhã vai chegar
E eu vou fazer o que é certo
Apenas me dê até lá
Para eu desistir desta luta
E eu vou desistir dessa luta".
É basicamente a sensação de conformidade de uma vez por todas. A sensação de que eu não posso fazer nada pra mudar porra nenhuma. E, sim, eu juro, estou ok com isso. Cansei minha cabeça por muito tempo matutando se eu tinha mesmo feito tudo e, na boa, se isso existe, eu fiz mais do que tudo. Eu fiz 110%. Eu fui e posso ser a melhor mulher do mundo então foda-se. Grande perda... pra ele (Notaram a parte revoltada fluindo?!).
Chega então. Era isso. O teor das conversas dos últimos dias e outras conclusões diferentes das de hoje eu não sei se cabem em um post, então vou deixando. Só pra situar vocês a coisa é mais ou menos assim: toda vez que ela sai, ela jura que não sai nunca mais. É o que dá vontade de fazer, sinceramente. Pra se poupar de tanta bobagem, tanta gente idiota, tanto desgaste... Tá, Parei.
"Nevermind, I'll find someone like you".
9 de abr. de 2012
Sim, eu fui lembrar
Merda trinta vezes. Por que diabos eu fui lembrar. Fucking calendar!!!
Depois de todo esse tempo ainda tem coisa pra se dar conta. Especial como aquele dia não sei hein... Teve, mas não igual.
Rihanna no repeat só pra contar pra vocês que eu sinto falta de sentir alguma coisa. Me dá pena daquele lugar maravilhoso lá, e eu nunca mais podendo voltar do mesmo jeito. Igual, a mesma, não sozinha.
E ainda tive que postar isso do cel. Aff.
Boa Noite pra quem não lembrou de nada que não devesse ser lembrado.
Lembranças: atenham-se ao passado.
Depois de todo esse tempo ainda tem coisa pra se dar conta. Especial como aquele dia não sei hein... Teve, mas não igual.
Rihanna no repeat só pra contar pra vocês que eu sinto falta de sentir alguma coisa. Me dá pena daquele lugar maravilhoso lá, e eu nunca mais podendo voltar do mesmo jeito. Igual, a mesma, não sozinha.
E ainda tive que postar isso do cel. Aff.
Boa Noite pra quem não lembrou de nada que não devesse ser lembrado.
Lembranças: atenham-se ao passado.
3 de abr. de 2012
Keep Runing
Eu só tenho medo que a vida passe e eu fique.
Ficar esperando o tempo certo das coisas ou forçar os acontecimentos. Sempre me dividi entre essas duas. Ora uma, ora outra. E nenhuma delas parece natural.
Deixar o tempo passar não é natural afinal, a gente tem uma vida só pra viver tudo que puder.
Forçar as coisas (ou seria atropelar?!) também não. Por que aí terminam as possibilidades boas que poderiam vir a surgir quando tudo estivesse no seu tempo.
Afinal, o que é "tudo no seu tempo"? E se meu tempo nunca estiver igual ao do outro? Se o tempo do outro nunca se encaixar no meu? São 7 bilhões... ok, boa sorte.
Eu só não esqueço que tem gente que espera a vida inteira.
Passou a vida, achou que seria amanhã, viveu na mediocridade, sem emoção, deixou os dias passarem.
Tem gente que espera a vida inteira.
Ficar esperando o tempo certo das coisas ou forçar os acontecimentos. Sempre me dividi entre essas duas. Ora uma, ora outra. E nenhuma delas parece natural.
Deixar o tempo passar não é natural afinal, a gente tem uma vida só pra viver tudo que puder.
Forçar as coisas (ou seria atropelar?!) também não. Por que aí terminam as possibilidades boas que poderiam vir a surgir quando tudo estivesse no seu tempo.
Afinal, o que é "tudo no seu tempo"? E se meu tempo nunca estiver igual ao do outro? Se o tempo do outro nunca se encaixar no meu? São 7 bilhões... ok, boa sorte.
Eu só não esqueço que tem gente que espera a vida inteira.
Passou a vida, achou que seria amanhã, viveu na mediocridade, sem emoção, deixou os dias passarem.
Tem gente que espera a vida inteira.
29 de mar. de 2012
Espero que saibas
"(..) Espero que saibas a sorte que tens. O quanto eu gostaria de estar na tua pele. Poder estar na mesma cama que ela todas as manhãs. Ajudá-la a acordar da má disposição matinal.
Espero que saibas que ela não vai falar enquanto não lavar os dentes. Não é por mal... é por medo de perder o encanto aos teus olhos. Que a consideres um ser humano comum.
Espero que saibas que ela gosta de aproveitar cada raio de sol, e que o café a deixa mal disposta.
Que escolhe a roupa que vai vestir na noite anterior, só para poder ter mais cinco minutos de sono pela manhã. Que o despertador toca cinquenta vezes até que se levante, e que mesmo assim, consegue chegar na hora.
Quero também dizer-te que ela adora histórias do fantástico. Mas não de terror! Que é capaz de saber o nome de todas as personagens de um livro antigo, mas que não vai se esforçar para decorar o nomes de todos os teus amigos à primeira...
Porque ela... ela é que sabe de si.
Tu nunca serás uma sorte para ela. Sorte é poderes tê-la na tua vida.
Sabes? Ela não é romântica por natureza, mas uma demonstração espontânea da tua parte vai fazê-la fraquejar. Porque ela é segura e doce ao mesmo tempo.
Ela não sabe cozinhar, mas vai se esforçar para fazer o teu prato preferido. E se não estiver bom, ela vai rir, em vez de corar.
E quando ela ri... quando ela ri eu tenho vontade de chorar. Não de tristeza, mas porque cada gargalhada é como uma nota musical que toca ao coração e me faz querer dançar.
Ela é tudo o que eu queria e nunca soube que tive.
Aprende que a arritmia que sentes com ela é normal!
E que a falta dela é um vazio igual à morte.
Espero que sejas tudo aquilo que eu nunca fui.
Espero que a trates bem. Porque se lhe partires o coração vais perdê-la para sempre.
Pudesse eu ter lido o futuro."
Espero que saibas que ela não vai falar enquanto não lavar os dentes. Não é por mal... é por medo de perder o encanto aos teus olhos. Que a consideres um ser humano comum.
Espero que saibas que ela gosta de aproveitar cada raio de sol, e que o café a deixa mal disposta.
Que escolhe a roupa que vai vestir na noite anterior, só para poder ter mais cinco minutos de sono pela manhã. Que o despertador toca cinquenta vezes até que se levante, e que mesmo assim, consegue chegar na hora.
Quero também dizer-te que ela adora histórias do fantástico. Mas não de terror! Que é capaz de saber o nome de todas as personagens de um livro antigo, mas que não vai se esforçar para decorar o nomes de todos os teus amigos à primeira...
Porque ela... ela é que sabe de si.
Tu nunca serás uma sorte para ela. Sorte é poderes tê-la na tua vida.
Sabes? Ela não é romântica por natureza, mas uma demonstração espontânea da tua parte vai fazê-la fraquejar. Porque ela é segura e doce ao mesmo tempo.
Ela não sabe cozinhar, mas vai se esforçar para fazer o teu prato preferido. E se não estiver bom, ela vai rir, em vez de corar.
E quando ela ri... quando ela ri eu tenho vontade de chorar. Não de tristeza, mas porque cada gargalhada é como uma nota musical que toca ao coração e me faz querer dançar.
Ela é tudo o que eu queria e nunca soube que tive.
Aprende que a arritmia que sentes com ela é normal!
E que a falta dela é um vazio igual à morte.
Espero que sejas tudo aquilo que eu nunca fui.
Espero que a trates bem. Porque se lhe partires o coração vais perdê-la para sempre.
Pudesse eu ter lido o futuro."
17 de mar. de 2012
Reedição
A pessoa só se fode a semana inteira. Aí no final de semana, quando ela quer realmente se fuder, recebe um NÃO bem no meio da cara.
Conta corrente < 0; Parceria pra festa = 0; Vontade de sair >0.
Resultado:
Vida social = 0
Nada pra esperar do final de semana. Só dois dias sem ter que trabalhar. Isso é compensação pela bosta que eu enfrento todo dia? Valeu, gazeta.
Postado em 28/04/2011. Tá valendo ainda.
Vão todos vocês, que saem, pra puta que pariu.
Conta corrente < 0; Parceria pra festa = 0; Vontade de sair >0.
Resultado:
Vida social = 0
Nada pra esperar do final de semana. Só dois dias sem ter que trabalhar. Isso é compensação pela bosta que eu enfrento todo dia? Valeu, gazeta.
Postado em 28/04/2011. Tá valendo ainda.
Vão todos vocês, que saem, pra puta que pariu.
11 de mar. de 2012
Mais uma vez
Pessoal, voltei.
É aniversário. Não hoje, dia 12. Mas é como se fosse hoje, porque era sábado. E eu tô inspirada hoje, então... Today it is.
Metade crônica, metade meu, metade música, metade, metade metade... No fim espero encontrar o inteiro (que é diferente do dois = um).
Uma Carta de Desamor
Me desculpe por eu ter tomado a iniciativa. Me desculpe por ter passado pela minha cabeça te chamar de amor. Me desculpe por ter ligado. Me desculpe por você não ter retornado. Me desculpe por ter dormido esperando.
Me desculpe pela pizza ruim que comemos da primeira vez. Me desculpe por ter acreditado na sua mensagem. Me desculpe por ter rido das suas piadas.
Me desculpe pelos machucados que sua ex deixou. Me desculpe por eu ter vindo logo atrás dela. Me desculpe por tentar entender seu silêncio.
Me desculpe por ter dito “sim”. Me desculpe por ter pensado em tudo. Me desculpe pelo presente de aniversário, por todos eles.
Me desculpe pelo que foi ruim. Me desculpe pelo que foi bom. Me desculpe por eu ter subestimado o que foi ruim e superestimado o que foi bom. Me desculpe por continuar fazendo isso.
Me desculpe por eu dever ter sido diferente. Me desculpe por a culpa ser toda sua. Me desculpe pelas minhas travas. Me desculpe por querer mais. Me desculpe por supor que você também quisesse mais.
Me desculpe por, em algum momento, eu ter te amado. Me desculpe por, em algum momento, eu ter te achado bonito. Me desculpe por, em algum momento, eu ter acreditado que você era o homem da minha vida. Desculpe por ter achado isso quando você estava de costas na sala.
Me desculpe pelos 150 km que você atravessou para me ver. Me desculpe pelos 150 km que eu atravessei pra te ver. Me desculpe por te pedir que estivesse lá quando eu chegasse.
Me desculpe por eu ter acreditado que você compreendia meu olhar. Me desculpe por eu não ter dito coisas lindas para você. Me desculpe por a culpa ser toda sua - de novo. Me desculpe por você não ter entendido um terço do que eu disse. Me desculpe por nunca conseguir falar nem metade do planejado. Me desculpe por sempre ficar nervosa quando te via. Me desculpe por sempre tremer no primeiro abraço depois de meses. Me desculpe por te abraçar e fechar os olhos.
Mas, sobretudo, me desculpe por pedir essas ridículas, inúteis e dolorosas desculpas. Que, naturalmente, não são para você: são para mim.
Desculpe por não ser "the one who fits". I wish I could.
Pausa...
Tem metade meu aí, podem procurar a crônica original pelo título "Uma carta de desamor".
Afinal, quando alguém realmente especial chega, você não precisa pedir para que ele te dê uma chance: ele dá.
Você não precisa inventar peripécias para que ele te convide para sair: ele convida.
Você não precisa pedir para que ele entre na sua vida: ele entra.
Você não precisa pedir para andar de mãos dadas: não há a menor possibilidade dele te deixar solta na rua.
Etc, etc... É, não deu. Vocês já sabem. Desculpa ser repetitiva. Se eu sou aqui, imagina na minha cabeça.
Calma, pessoal, eu tô indo bem... Juro. Embora seja (e nunca vai deixar de ser) uma luta desnecessária. Duramente desnecessária.
Há um ano eu postava que... "depois de ter você, pra quê querer saber que horas são?"; eu perguntava onde era o fundo? Haha, ironia.
É tão irônico como as coisas se repetem. Cinema, filme longo, ligações não atendidas, convites não aceitos, mesmo lugar frequentado. Será que ele pelo menos lembrou?!
Dois meses, 1 ano. Datas que se confundem. Podem ficar tranquilos que não é meta escrever todo aniversário. Até porque esse negócio de datas deixa qualquer um maluquinho. Só mais esse, mais uma vez. Os dois vão virar quatro, o ano vai continuar a correr, o tempo vai passar e vai curar. Vai curar, vai mudar. Se eu não acreditar nisso qual o propósito desse esforço que começou na quarta-feira de cinzas? Aliás, começou num dia bem propício, vocês não acham?
Eu só quero não ver, não sentir, não tocar, não fazer bobagem. Quero distância, mesmo que eu só lembre do olhar, do toque, do abraço, da voz.
I'm trying hard, believe me.
Sim, tomei umas taças de espumante antes de vir pra cá. E agora vou dormir como um anjo.
É aniversário. Não hoje, dia 12. Mas é como se fosse hoje, porque era sábado. E eu tô inspirada hoje, então... Today it is.
Metade crônica, metade meu, metade música, metade, metade metade... No fim espero encontrar o inteiro (que é diferente do dois = um).
Uma Carta de Desamor
Me desculpe por eu ter tomado a iniciativa. Me desculpe por ter passado pela minha cabeça te chamar de amor. Me desculpe por ter ligado. Me desculpe por você não ter retornado. Me desculpe por ter dormido esperando.
Me desculpe pela pizza ruim que comemos da primeira vez. Me desculpe por ter acreditado na sua mensagem. Me desculpe por ter rido das suas piadas.
Me desculpe pelos machucados que sua ex deixou. Me desculpe por eu ter vindo logo atrás dela. Me desculpe por tentar entender seu silêncio.
Me desculpe por ter dito “sim”. Me desculpe por ter pensado em tudo. Me desculpe pelo presente de aniversário, por todos eles.
Me desculpe pelo que foi ruim. Me desculpe pelo que foi bom. Me desculpe por eu ter subestimado o que foi ruim e superestimado o que foi bom. Me desculpe por continuar fazendo isso.
Me desculpe por eu dever ter sido diferente. Me desculpe por a culpa ser toda sua. Me desculpe pelas minhas travas. Me desculpe por querer mais. Me desculpe por supor que você também quisesse mais.
Me desculpe por, em algum momento, eu ter te amado. Me desculpe por, em algum momento, eu ter te achado bonito. Me desculpe por, em algum momento, eu ter acreditado que você era o homem da minha vida. Desculpe por ter achado isso quando você estava de costas na sala.
Me desculpe pelos 150 km que você atravessou para me ver. Me desculpe pelos 150 km que eu atravessei pra te ver. Me desculpe por te pedir que estivesse lá quando eu chegasse.
Me desculpe por eu ter acreditado que você compreendia meu olhar. Me desculpe por eu não ter dito coisas lindas para você. Me desculpe por a culpa ser toda sua - de novo. Me desculpe por você não ter entendido um terço do que eu disse. Me desculpe por nunca conseguir falar nem metade do planejado. Me desculpe por sempre ficar nervosa quando te via. Me desculpe por sempre tremer no primeiro abraço depois de meses. Me desculpe por te abraçar e fechar os olhos.
Mas, sobretudo, me desculpe por pedir essas ridículas, inúteis e dolorosas desculpas. Que, naturalmente, não são para você: são para mim.
Desculpe por não ser "the one who fits". I wish I could.
Pausa...
Tem metade meu aí, podem procurar a crônica original pelo título "Uma carta de desamor".
Afinal, quando alguém realmente especial chega, você não precisa pedir para que ele te dê uma chance: ele dá.
Você não precisa inventar peripécias para que ele te convide para sair: ele convida.
Você não precisa pedir para que ele entre na sua vida: ele entra.
Você não precisa pedir para andar de mãos dadas: não há a menor possibilidade dele te deixar solta na rua.
Etc, etc... É, não deu. Vocês já sabem. Desculpa ser repetitiva. Se eu sou aqui, imagina na minha cabeça.
Calma, pessoal, eu tô indo bem... Juro. Embora seja (e nunca vai deixar de ser) uma luta desnecessária. Duramente desnecessária.
Há um ano eu postava que... "depois de ter você, pra quê querer saber que horas são?"; eu perguntava onde era o fundo? Haha, ironia.
É tão irônico como as coisas se repetem. Cinema, filme longo, ligações não atendidas, convites não aceitos, mesmo lugar frequentado. Será que ele pelo menos lembrou?!
Dois meses, 1 ano. Datas que se confundem. Podem ficar tranquilos que não é meta escrever todo aniversário. Até porque esse negócio de datas deixa qualquer um maluquinho. Só mais esse, mais uma vez. Os dois vão virar quatro, o ano vai continuar a correr, o tempo vai passar e vai curar. Vai curar, vai mudar. Se eu não acreditar nisso qual o propósito desse esforço que começou na quarta-feira de cinzas? Aliás, começou num dia bem propício, vocês não acham?
Eu só quero não ver, não sentir, não tocar, não fazer bobagem. Quero distância, mesmo que eu só lembre do olhar, do toque, do abraço, da voz.
I'm trying hard, believe me.
Sim, tomei umas taças de espumante antes de vir pra cá. E agora vou dormir como um anjo.
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