Passei a semana toda querendo vir aqui.
E aí agora, acabou de vir um insight com a explicação de por quê eu não vim.
Sempre penso como a vida de colunista, jornalista, cronista, etc., deve ser difícil - não deixa de ser - porque eles precisam escrever sobre coisas novas o tempo todo.
Este blog tem altos e baixos, como vocês sabem.
Altos de fossa e baixos de topo.
Como vir escrever e desabafar aqui, de novo, pela trigésima vez, sobre a mesma coisa?
Cansa pra mim, cansa pra vocês.
Como escrever a mesma coisa, abordando o tema de um jeito que eu não fiz ainda?
É a vida desse povo que a gente sabe que escreve por aí... com bem mais sucesso que esses blogueiros ocultos na rede, diga-se de passagem.
No fim das contas as atualizações que tenho envolvem o post do dia 30/10.
2013 terminando e eu ansiosa pra que tudo comece novo de novo.
A sensação de solidão não é constante, mas quando bate é foda. Vem forte, fazendo repensar e pensar e olhar em volta e chegar na mesma conclusão. Plantar, plantar, plantar e quando se precisa de alguém? Nada. Como eu sabiamente disse esses dias (dentro de um contexto) "amigo não é a mesma coisa".
Conversas boas rolaram na última semana. Eu sempre aprendo muito. As vezes me sinto falando como uma mestre sábia e acho que isso pode ser chato. Mas quando a gente passa por tanta coisa, a empatia é inevitável. Como não se solidarizar e entender a situação? Os fatos se apresentam de maneiras diferentes, mas os sentimentos, reações e soluções não são mistério para quem observa. E observa bem - como eu sempre fiz. Enfim, nas horas que essas conversas terminam, depois de eu me abrir e ouvir opiniões também, eu gostaria de saber a que conclusão as pessoas chegam sobre mim.
Será que ficam com pena, será que acham um desperdício, será que ficam felizes? Esperançosas?
Eu queria ser uma mosquinha pra ouvir o que elas não têm coragem de falar. Tanto pro bem quanto pro mal. Elogiar faz bem, mas amigos/parentes têm que ter a liberdade de apontar nossos defeitos também - como alguns fazem totalmente sem te agredir.
É tão bom conversar com esses seres abençoados que sempre te fazem sentir bem. Fico feliz por tê-los.
É bom também que a maturidade nos mostre que tem alguns com quem você sempre vai se importar mais do que eles se importam com você. Pelo menos é escolha sua continuar amando-os da mesma forma e não se machucar mais esperando algo de volta.
Falando em maturidade... Reflexão do dia: "Amar e trabalhar, disse certa vez Sigmund Freud a seu discípulo Erik Erikson, são capacitações correlacionadas que indicam que alcançamos a plena maturidade".
É de se pensar.
Boa noite
Amy.
6 de dez. de 2013
19 de nov. de 2013
Divagando
sobre... Amor
Eu acredito
Eu já vi
Mas na pele, eu nunca senti.
Não que eu nunca tenha gostado de ninguém
Mas, amar?!
Tenho dúvidas se dá pra chamar de amor quando o sentimento parte só de um
A premissa básica do amor pleno é que ele seja mútuo
Não dá pra dizer que viveu o amor sem ter sido amado de volta
E isso, meu bem, é... ainda não.
A gente deveria se fechar?
Mesmo sabendo que vai levar um tempo pra sentir tudo aquilo de novo
Acho que a gente só se abre mais
Como alguém que nunca aprendeu nada
Um coração estraçalhado precisa mais de amor do que qualquer outro.
Eu acredito
Eu já vi
Mas na pele, eu nunca senti.
Não que eu nunca tenha gostado de ninguém
Mas, amar?!
Tenho dúvidas se dá pra chamar de amor quando o sentimento parte só de um
A premissa básica do amor pleno é que ele seja mútuo
Não dá pra dizer que viveu o amor sem ter sido amado de volta
E isso, meu bem, é... ainda não.
A gente deveria se fechar?
Mesmo sabendo que vai levar um tempo pra sentir tudo aquilo de novo
Acho que a gente só se abre mais
Como alguém que nunca aprendeu nada
Um coração estraçalhado precisa mais de amor do que qualquer outro.
30 de out. de 2013
Sem chorar
Tava querendo passar aqui, mas tava querendo escrever sem deixar rolar nenhuma daquelas amigas quentes que rolam fácil dos olhos quando eu abro essa página em branco.
Uma janela pro mundo onde tu pode gritar, mas ninguém ouve.
Na verdade, nem tenho como expressar o que 2013 NÃO foi pra mim. Comecei a pensar no balanço do ano mais do que no balanço da vida quando fiz aniversário. Não sou de ficar pra baixo com essa data nem nada, só percebi que esse ano que tá quase no fim no geral foi...foda.
Claro que aconteceu coisa boa, não vou ser ingrata.
Mas em uma imagem de fora, eu só me vejo remando e remando contra uma correnteza que quer me levar pro outro lado, um lado mais fundo e escuro. Eu me vejo tão exausta nessa imagem que a sensação é que mesmo que eu passe a correnteza ainda corro o risco de morrer na praia.
Eu descobri que eu odeio desistir. Eu não fui criada pra isso. Mesmo quando não se deve mais, não se precisa mais, eu persisto porque é assim que me ensinaram (talvez não tenham me dito que uma hora a gente TEM que parar). Ainda assim eu não quero desistir de dois meses de vida pra esperar 2014 chegar. Corre o risco de as coisas nem melhorarem tanto no fim, embora eu vá fazer de tudo pra romper um ciclo e começar do zero tudo DE NOVO
O velho clichê de: ‘você está rodeada de gente, mas se sente sozinha’ está virando um mantra de repetição dentro da minha cabeça. Uma voz bem baixa que vai aumentando e aumentando. Eu olho pros lados e todas as relações que eu construí – e construí bem – não me trazem companhia quando eu preciso. Gente, só o que eu preciso as vezes é isso. (“Don't say a word, just come over and lie here with me”).
Me parecem necessidades tão básicas, como pode ser tão sofrido pra supri-las? Eu me sinto uma mulher das cavernas lutando pra preencher a base da pirâmide de Maslow (segundo Wikipedia): respiração, comida, água, sexo, sono, excreção, abrigo.
Uma janela pro mundo onde tu pode gritar, mas ninguém ouve.
Na verdade, nem tenho como expressar o que 2013 NÃO foi pra mim. Comecei a pensar no balanço do ano mais do que no balanço da vida quando fiz aniversário. Não sou de ficar pra baixo com essa data nem nada, só percebi que esse ano que tá quase no fim no geral foi...foda.
Claro que aconteceu coisa boa, não vou ser ingrata.
Mas em uma imagem de fora, eu só me vejo remando e remando contra uma correnteza que quer me levar pro outro lado, um lado mais fundo e escuro. Eu me vejo tão exausta nessa imagem que a sensação é que mesmo que eu passe a correnteza ainda corro o risco de morrer na praia.
Eu descobri que eu odeio desistir. Eu não fui criada pra isso. Mesmo quando não se deve mais, não se precisa mais, eu persisto porque é assim que me ensinaram (talvez não tenham me dito que uma hora a gente TEM que parar). Ainda assim eu não quero desistir de dois meses de vida pra esperar 2014 chegar. Corre o risco de as coisas nem melhorarem tanto no fim, embora eu vá fazer de tudo pra romper um ciclo e começar do zero tudo DE NOVO
O velho clichê de: ‘você está rodeada de gente, mas se sente sozinha’ está virando um mantra de repetição dentro da minha cabeça. Uma voz bem baixa que vai aumentando e aumentando. Eu olho pros lados e todas as relações que eu construí – e construí bem – não me trazem companhia quando eu preciso. Gente, só o que eu preciso as vezes é isso. (“Don't say a word, just come over and lie here with me”).
Me parecem necessidades tão básicas, como pode ser tão sofrido pra supri-las? Eu me sinto uma mulher das cavernas lutando pra preencher a base da pirâmide de Maslow (segundo Wikipedia): respiração, comida, água, sexo, sono, excreção, abrigo.
Como faz com aquelas que não dependem só de você?
“Because I'm just about to set fire to everything I see”
Obs: claro que as amigas rolaram.
“Because I'm just about to set fire to everything I see”
Obs: claro que as amigas rolaram.
25 de out. de 2013
O homem mais bonito do mundo
"(...)
Foi assim que o homem mais bonito do mundo, cobiçado por 10 entre 10 mulheres (e 10 entre 10 homens), se materializou naquele primeiro entardecer. Horas mais tarde, com o rosto deitado na minha coxa esquerda, ele perguntou:
- Você pode dormir aqui comigo?
Sim, poder eu podia, mas me pergunte se eu dormi. Claro que não. O homem mais bonito do mundo enrolado no meu corpo como um dragão chinês e eu com os olhos estatelados, sentindo no meu pescoço sua respiração de homem-divindade a comprovar a existência daquele instante. A manhã deveria pôr as coisas no lugar. Mas não pôs.
Poder eu podia, mas me pergunte se eu tinha fome. Nenhuma. Quando fui embora pensei que vivera uma noite de exceção e que ao acordar, tudo, até meu queixo vermelho, voltaria ao normal. Mas não voltou.
O homem mais bonito do mundo entrou na minha vida como um trator a quem eu, terreno baldio, recebi atônita. Passei a viver num perpetuo estado de alerta que poderia ser considerado paixão, doses cavalares de sibutramina ou espanto (era espanto). Passei também a desejar ardentemente sair daquele estado. O que você faz quando alguém irrecusável se esparrama sobre você sem reservas e o que você faz quando esse esparramar não te causa nenhum conforto e o que você faz quando ele te draga mais e mais para um rodamoinho de tormento? Você reza. Eu rezei. Rezei para que aquilo acabasse logo, para que ele se encantasse com outra, para que ele tivesse de fazer um filme no Nepal, qualquer coisa que o afastasse de mim. Ele havia sugado toda a minha saliva e não restara réstia na minha boca para articular o que eu mais queria dizer: “Me deixe, por favor”.
Foi então que aconteceu: eu me acostumei a sua beleza de deus. Me acostumei a ver seu corpo perfeito de carnes e músculos inundar a cama, me acostumei com Shakespeare no original, me acostumei com aquele sotaque lânguido, os mantras no último volume, o sexo interminável.
(...) Eu tive o homem mais bonito do mundo – agora posso ter quem eu realmente quero."
Stella Florence
Só uma crônica que me passou pela cabeça hoje à tarde...
Uma boa sexta-feira pra quem tem companhia quando precisa, quando quer e quando não quer também.
Beijos, Amy
Foi assim que o homem mais bonito do mundo, cobiçado por 10 entre 10 mulheres (e 10 entre 10 homens), se materializou naquele primeiro entardecer. Horas mais tarde, com o rosto deitado na minha coxa esquerda, ele perguntou:
- Você pode dormir aqui comigo?
Sim, poder eu podia, mas me pergunte se eu dormi. Claro que não. O homem mais bonito do mundo enrolado no meu corpo como um dragão chinês e eu com os olhos estatelados, sentindo no meu pescoço sua respiração de homem-divindade a comprovar a existência daquele instante. A manhã deveria pôr as coisas no lugar. Mas não pôs.
Poder eu podia, mas me pergunte se eu tinha fome. Nenhuma. Quando fui embora pensei que vivera uma noite de exceção e que ao acordar, tudo, até meu queixo vermelho, voltaria ao normal. Mas não voltou.
O homem mais bonito do mundo entrou na minha vida como um trator a quem eu, terreno baldio, recebi atônita. Passei a viver num perpetuo estado de alerta que poderia ser considerado paixão, doses cavalares de sibutramina ou espanto (era espanto). Passei também a desejar ardentemente sair daquele estado. O que você faz quando alguém irrecusável se esparrama sobre você sem reservas e o que você faz quando esse esparramar não te causa nenhum conforto e o que você faz quando ele te draga mais e mais para um rodamoinho de tormento? Você reza. Eu rezei. Rezei para que aquilo acabasse logo, para que ele se encantasse com outra, para que ele tivesse de fazer um filme no Nepal, qualquer coisa que o afastasse de mim. Ele havia sugado toda a minha saliva e não restara réstia na minha boca para articular o que eu mais queria dizer: “Me deixe, por favor”.
Foi então que aconteceu: eu me acostumei a sua beleza de deus. Me acostumei a ver seu corpo perfeito de carnes e músculos inundar a cama, me acostumei com Shakespeare no original, me acostumei com aquele sotaque lânguido, os mantras no último volume, o sexo interminável.
(...) Eu tive o homem mais bonito do mundo – agora posso ter quem eu realmente quero."
Stella Florence
Só uma crônica que me passou pela cabeça hoje à tarde...
Uma boa sexta-feira pra quem tem companhia quando precisa, quando quer e quando não quer também.
Beijos, Amy
11 de out. de 2013
Who You Love
Demorou, mas eu vim... Falar do assunto que prometi no último post.
Você ama que você ama. Minha garota não é quem eu imaginei chegando. Eu tentei fugir antes, mas não vou fugir mais, porque eu tentei com todas as minhas forças e agora eu sei... Você ama quem você ama.
Estou parafraseando e traduzindo o que John Mayer diz sobre fazer a música "Who You Love" com a namorada Katy Perry.
- "In 2013 modern day terms that's sweet"... (continuando) porque há tantas outras coisas com as quais ocupar seu tempo que você dizer "Eu tentei ficar sozinho, mas eu não consigo" é uma declaração de amor dos tempos de hoje.
- "I tried to run, but I can't. I give up".
E ela responde (na música) que o cara com quem ela está não é quem ela imaginou chegando e que ele tem um coração que dizem ser difícil de segurar. Que leva algum tempo, mas você devia ver quando esse coração se abre...
Não tem muito mais o que divagar sobre isso.
É tão claro, tão crystal clear. Sem rodeios. É unicamente uma escolha, mas precisa ser uma escolha de dois. Eu já vi corações tão lindos que se abriram só por instantes e foi prova suficiente. Corações difíceis de segurar.
Não quero misturar os assuntos, só reforçar o que já disse no último post. Repito: A vida é isso. Você escolhe no que acreditar. Eu acredito e tomo pra vida muito do que tem nessas letras porque é a realidade exatamente do jeito que eu sinto.
Cara, ele é bom com as palavras.
Vejam os vídeos.
Vocês vão ter que se acostumar... talvez eu fique de ressaca do show dele por bastante tempo. Talvez eu fique de ressaca de John por bastante tempo.
Beijos Amy
Escutem:
Não quero misturar os assuntos, só reforçar o que já disse no último post. Repito: A vida é isso. Você escolhe no que acreditar. Eu acredito e tomo pra vida muito do que tem nessas letras porque é a realidade exatamente do jeito que eu sinto.
Cara, ele é bom com as palavras.
Vejam os vídeos.
Vocês vão ter que se acostumar... talvez eu fique de ressaca do show dele por bastante tempo. Talvez eu fique de ressaca de John por bastante tempo.
Beijos Amy
Escutem:
24 de set. de 2013
John Mayer
Único assunto
Único som
Única pessoa
Só isso na minha cabeça pelos últimos 5 dias.
Eu nunca tinha ido em um show de alguém que eu fosse realmente louca por - talvez o Tiesto tenha sido o mais próximo disso, mas é outro contexto.
O pior é voltar mais louca ainda. Só o que toca no meu iPod é ele.
É só o que toca aqui dentro, mesmo sem fones de ouvido.
As coisas acontecem do jeito certo. Não consegui o ingresso pra ver ele no Rio, me decepcionei e aí BAM, divulgaram um show extra em SP em uma véspera de feriado gaúcho. Foram as melhores coisas que me aconteceram. Não teria ficado insatisfeita com 1:10h de show do RIR, mas teria perdido 2:50h extraordinárias em um show só dele no Anhembi.
E que show. É ridículo ficar extasiada assim?
Só sei que lá, no meio de tudo, tive a certeza que não vou deixar de curtir o som dele jamais. Tive a certeza que onde ele for eu vou atrás. Tive a certeza que preciso ver ele mais de perto, lá da pista VIP.
Estranho era eu achar que ia me debulhar em lágrimas quando tocasse Slow Dancing in a Burning Room e na verdade o que deixou meus olhos marejados foi Half of my Heart e eu preferi não deixar elas rolarem.
É impressionante a humildade de um artista em confessar que, depois de 6 álbuns, não tem certeza se a próxima música vai ser bem vinda. Ele diz isso depois de tocar Dear Marie, ser acompanhado do começo ao fim e aplaudido por muitos minutos seguidos (vídeos no fim do post).
É mais impressionante ainda sentir sinceridade e emoção nessa confissão.
O show podia ter terminado com Wheel e também com Why Georgia ambas, mais uma vez, com muitos aplausos no final (muitos mesmo) e muitos gritos (muitos mesmo), mas ele sai e volta sem a banda... com um violão na mão pra terminar com Neon e Gravity (imagem no fim do post). Solos sensacionais e, como algum jornal disse, do único tipo de agrada às mulheres também por algum motivo. Volta a banda toda pra agradecer e se enrolarem todos em uma bandeira do Brasil.
Sobre fazer as coisas com paixão... é visível quando uma banda ou um artista tem amor pelo que faz e não está ali somente pelo cache que vai receber. John e a banda inteira teriam tocado a noite inteira. Sentariam no palco e ficariam ali. Mas a intensidade é tanta que todos saem exaustos. Nós e eles. John parecia não poder caminhar mais e eu sentia dor nas mãos por ele. Mesmo assim ele deu tudo, deixou tudo lá e, de novo, sua emoção tem credibilidade total. Ele é sensível como compositor, como alma, como artista e como cantor. Quem escreve todas essas letras maravilhosas há mais ou menos 10 anos não colocaria as palavras da maneira que colocou e com a paixão que colocou se não sentisse de verdade. E eu acredito nisso, vou acreditar mesmo que venha uma biografia em que ele diga que odiava o que fazia (vide caso Andre Agassi).
A vida é isso. Você escolhe no que acreditar. Eu acredito e tomo pra vida muito do que tem nessas letras porque é a realidade exatamente do jeito que eu sinto.
Minha intenção aqui não é deixar ninguém arrependido por ter perdido a oportunidade, é justamente a de mostrar o quanto você não deve perder de novo. Eu não vou perder nunca.
Tenho mais tópicos pra falar sobre ele. Está nos rascunhos e vem pra cá nos próximos dias.
Beijos, Amy.
Único som
Única pessoa
Só isso na minha cabeça pelos últimos 5 dias.
Eu nunca tinha ido em um show de alguém que eu fosse realmente louca por - talvez o Tiesto tenha sido o mais próximo disso, mas é outro contexto.
O pior é voltar mais louca ainda. Só o que toca no meu iPod é ele.
É só o que toca aqui dentro, mesmo sem fones de ouvido.
As coisas acontecem do jeito certo. Não consegui o ingresso pra ver ele no Rio, me decepcionei e aí BAM, divulgaram um show extra em SP em uma véspera de feriado gaúcho. Foram as melhores coisas que me aconteceram. Não teria ficado insatisfeita com 1:10h de show do RIR, mas teria perdido 2:50h extraordinárias em um show só dele no Anhembi.
E que show. É ridículo ficar extasiada assim?
Só sei que lá, no meio de tudo, tive a certeza que não vou deixar de curtir o som dele jamais. Tive a certeza que onde ele for eu vou atrás. Tive a certeza que preciso ver ele mais de perto, lá da pista VIP.
Estranho era eu achar que ia me debulhar em lágrimas quando tocasse Slow Dancing in a Burning Room e na verdade o que deixou meus olhos marejados foi Half of my Heart e eu preferi não deixar elas rolarem.
É impressionante a humildade de um artista em confessar que, depois de 6 álbuns, não tem certeza se a próxima música vai ser bem vinda. Ele diz isso depois de tocar Dear Marie, ser acompanhado do começo ao fim e aplaudido por muitos minutos seguidos (vídeos no fim do post).
É mais impressionante ainda sentir sinceridade e emoção nessa confissão.
O show podia ter terminado com Wheel e também com Why Georgia ambas, mais uma vez, com muitos aplausos no final (muitos mesmo) e muitos gritos (muitos mesmo), mas ele sai e volta sem a banda... com um violão na mão pra terminar com Neon e Gravity (imagem no fim do post). Solos sensacionais e, como algum jornal disse, do único tipo de agrada às mulheres também por algum motivo. Volta a banda toda pra agradecer e se enrolarem todos em uma bandeira do Brasil.
Sobre fazer as coisas com paixão... é visível quando uma banda ou um artista tem amor pelo que faz e não está ali somente pelo cache que vai receber. John e a banda inteira teriam tocado a noite inteira. Sentariam no palco e ficariam ali. Mas a intensidade é tanta que todos saem exaustos. Nós e eles. John parecia não poder caminhar mais e eu sentia dor nas mãos por ele. Mesmo assim ele deu tudo, deixou tudo lá e, de novo, sua emoção tem credibilidade total. Ele é sensível como compositor, como alma, como artista e como cantor. Quem escreve todas essas letras maravilhosas há mais ou menos 10 anos não colocaria as palavras da maneira que colocou e com a paixão que colocou se não sentisse de verdade. E eu acredito nisso, vou acreditar mesmo que venha uma biografia em que ele diga que odiava o que fazia (vide caso Andre Agassi).
A vida é isso. Você escolhe no que acreditar. Eu acredito e tomo pra vida muito do que tem nessas letras porque é a realidade exatamente do jeito que eu sinto.
Minha intenção aqui não é deixar ninguém arrependido por ter perdido a oportunidade, é justamente a de mostrar o quanto você não deve perder de novo. Eu não vou perder nunca.
Tenho mais tópicos pra falar sobre ele. Está nos rascunhos e vem pra cá nos próximos dias.
Beijos, Amy.
8 de set. de 2013
Meu coração
"Meu coração é abusado. Ele usa o outro pra se sentir bem. E não importa realmente se a pessoa em questão merece meu amor ou não. Meu coração precisa amar. Precisa estar apaixonado por alguém, louco, ensandecido, preenchido inteiro e totalmente ou pura e simplesmente apaziguado pela confortável sensação de que existe alguém que desperta nele (o coração) a vontade de dormir abraçado. Meu coração não pode estar no limbo do não-sentir, esperando, aguardando, pintando um quadro confuso e desbotado. Ele precisa bater mais forte, estar encantado, arrebatado e sem governo. Mas com um dono que, com dor ou com amor, esteja presente, fazendo ou não sofrer".
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