Tá tão grande aqui. Tem tanto espaço pra nós. Eu, a grandona, viro formiguinha, demoro pra me aquecer, durmo sozinha. Devia ter guardado a cama de solteira pra essas noites.
É uma mistura de saudade que dói e que implora uma conchinha e um abraço apertado, com arrepios e calores acompanhados de imagens bastante pornográficas.
É um medo que transforma o coração inchado de felicidade em um amendoim quando a iminencia da perda se aproxima. É aquela certeza que vem e varre tudo, me fazendo realmente pensar: "Ah, por favor! Ainda não, só mais um pouquinho".
Queria que me fosse dada a oportunidade de viver. Não sei ir devagar. Só sei me entregar por inteiro. Mas, sendo assim, quero, no mínimo, o que eu dou de volta.
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"O apaixonado não quer pensar, só lembrar".
"Me ensina a solidão de ser só dois".
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