E é só.
8 de nov. de 2012
Beleza
"Em um mundo de desordem, desastre e fraude, algumas vezes só a beleza merece confiança. Somente a excelência artística é incorruptível. O prazer não pode ser sucateado. E, algumas vezes, a comida é a única moeda real. Dedicar-se à criação e ao usufruto da beleza pode ser, portanto, um negócio sério – nem sempre necessariamente uma forma de fugir da realidade mas, algumas vezes, uma forma de ater-se à realidade, quando todo o resto está se desfazendo em... retórica e trama. (...). Apreciar o prazer pode ser a âncora de humanidade de uma pessoa. (...). ... Senti um vislumbre de felicidade, e, quando você sente um tênue potencial de felicidade depois de épocas tão sombrias, precisa agarrar essa felicidade com todas as suas forças e não soltá-la até ela arrastar você para fora da lama – não se trata de egoísmo, mas sim de libertação. Você recebeu a vida: é seu dever (e também seu direito como ser humano) encontrar alguma coisa de belo nessa vida, por mais ínfima que seja. (...). Talvez eu ainda não saiba totalmente o que mereço. Porém, o que sei é que, ultimamente, eu me recuperei – graças à alegria de prazeres inofensivos – e tornei-me alguém muito mais intacto. (...). E irei embora com a esperança que a expansão de uma pessoa – a ampliação de uma vida – seja realmente um ato de valor neste mundo. Mesmo que essa vida, só dessa vezinha, por acaso seja apenas minha e de mais ninguém".
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