Romântica, nostálgica, triste, pensativa.
Não sei como classificar. Talvez tivesse que criar uma palavra que significasse todas essas.
Sozinha em um sábado a noite. Eu não gosto, e eu já sei que não gosto.
Por isso me preveni pra isso de várias formas. Convidei gente, programei coisas, chamei amigos e...
Acabei sozinha (eu, a pizza - e logo mais o espumante).
Por quê?
Dizem que a gente colhe o que planta, mas só o que eu plantei com as pessoas que eu convidei hoje foi cuidado, carinho, preocupação e presença. Eles não sabiam que eu realmente não queria ficar sozinha, porque senão alguém teria vindo (eu acredito nisso).
Enfim, é bom ficar sozinha pra pensar em algumas coisas, mas eu já fico sozinha a semana inteira. Só que quando se trabalha, malha, estuda e tem diversas atividades, tu até consegue calar alguns pensamentos. Nessas horas eles só aparecem com pouca intensidade e parecem contestações óbvias, ainda que tristes e tardias.
Mas hoje não deu pra silenciar essa enxurrada que veio com ímpeto. Nada que eu já não tenha pensado antes, só que não consegui terminar de jantar pizza sem engasgar.
Eu coloquei minha fé numa coisa que eu não conhecia, o nada foi o que eu sempre tive. É injusto não ter nada em que se segurar. É difícil aprender - mas você aprende -, é difícil amar - mas você ama. Não é bem assim pra eu desistir, porque de um tempo pra cá eu engoli cada palavra, cada sussurro, cada suspiro.
Cansada de me esconder, de me esgueirar, de engolir cada palavra, sussurro, suspiro. Cansada de não ter nada depois desse tempo todo. Sweet nothing.
Meu coração se contorce cada vez que eu penso que eu devia gostar de outra pessoa. É a maneira dele concordar e afirmar que é isso mesmo e que eu devia fazer. Mas ele não me diz como faz.
Chega.
Eu sempre digo aqui. Let me livre, let me love (you).
See... heaven's got a plan for you.
(eu acredito nisso também).
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