3 de nov. de 2014

Ok

Ok, sem funks.
Sem ouvir música pra escrever também, pra evitar ficar sentimental (demais).
No mais completo silêncio eu digo:
Como eu sou bobinha!
Eu sei disso faz um tempo. Sou aquele tipo bobinha boa, que acredita nas pessoas, bota fé, mostra que se importa, elogia, dá moral, procura, valoriza, vê o lado bom. Uma inocência admirável perto do que tem por aí hoje em dia. É sério, não é brincadeira nem sarcasmo.
Me apaixono fácil porque não sou exigente (opa, pera).
Sou exigente, mas não sou exigente?! Como explicar...
Eu devia querer um cara comum, sem grandes chamarizes, mais ou menos bonito, mais ou menos gordo, mais ou menos careca. Eu devia me contentar com uma estrela meio apagada uma vez que eu sou uma que nunca se destacou muito também.
Eu me apaixonei feito louca por um cara que deve ser a razão de 80% dos posts desse blog, porque (ok, entre outras coisas...) ele era 'alguma coisa' não só pra mim, mas pro mundo.
Gente, ele era medíocre. Hoje eu vejo. Ele era comum e eu não me achava a altura. Cristo, Pai, Senhor do Céu. A gente ama e fica cega.
A mulher tem meios de conseguir o que quer. Com um rostinho bonito se vai longe, com um corpinho então, nem se fala. Um pouquinho de simpatia na primeira conversa com o rapaz, a maneira certa de abordar... Pronto, tá feito.
Eu tenho uma lista de nomes em que eu mirei alto (alto demais), fui, e acreditem vocês ou não, BUM. Deu certo.
Agora... por quê eu deveria querer um cara comum?
Por que a satisfação, a realização, o sucesso de conseguir pegar qualquer cara sensacional, não vale a frustração de não conseguir fazer nenhum deles ficar.
Eu sei me apaixonar sem me deslumbrar? Ou, na verdade eu não me apaixono, eu me deslumbro?
Hoje não sei o que sinto.
Talvez esse último tiro tenha sido top 1 da lista - é melhor não arriscar um próximo ou é melhor eu arrumar uma bazuca.
Acho que é mais encantamento do que paixão. Eu adoro e vivo e enlouqueço dentro da minha própria cabeça.
A melhor ilusão é pensar que ele é sensacional, se apaixonar pra valer e nunca descobrir a verdade.
Como eu sou bobinha.

Um cara comum, que me encante um pouco, pra eu queira que ele fique. E que ele possa e queira ficar, pra variar.
Um bonito feio, um gordo magro, um careca cabeludo, um coração cheio, uma agenda livre.

Decidi hoje que não quero mais você, que não me movo mais, que vou guardar esse pouco com pena, pena porque não foi mais. Decidi hoje que está na hora do próximo, de mirar mais baixo, de aceitar, e se conformar.

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