2 de jul. de 2013

De bem

Só uma frase que eu falei hoje: "Quando a gente tá de bem com a vida, acontece isso né... A gente vê que as pessoas se apegam em coisas tão pequenas...".

É feio não passar aqui quando tá tudo bem né.
Acho que a gente vai se desapegando.
Mas eu vim pra dizer que tô bem.
Que a vida é linda.
Que eu quero viver ela tanto, mas tanto... que me dá vontade de sacudir que não quer.
Pessoas deixam de viver pelo frio, pela dor, pelo sono.
Qualquer desculpa vale e o sol brilha la fora.
E o vento sopra na noite.
Foda-se se é uma noite gelada.
Eu detesto inverno, mas vou dar pause por causa disso?
Um dia a menos não será depois um dia a mais.
Gente, positividade!
Postura!
Quem é o protagonista da tua vida?
Sente esse coração bater.
Joga pra fora carinho e amor que eles rebatem e voltam.
Eles voltam!

E não, eu não estou apaixonada.
Só de bem.
E feliz.
A gente tem mais a agradecer do que a pedir.

6 de jun. de 2013

Viagem

Tava recortando umas coisas (sim, recortando) no trabalho (sim, no trabalho) e algum botão de Start foi pressionado no meu cérebro. Ele começou a viajar pelo tempo, passando por tantos temas, pessoas, sentimentos...
Levou tanto tempo pra voltar que quando voltou eu fiquei uns segundos aturdida pensando onde eu tinha estado.

Perambulei por aí me perguntando como uma coisa que se chegou a cogitar chamar de amor – ainda que fosse só carinho – vira esse nada. Como uma coisa grande vira fotos apagadas, telefones deletados, facebook bloqueado? Como tudo termina com você não sentindo nada de bom pelo que passou? Talvez seja melhor assim pra recuperação emocional, mas é como não ter sobrado uma mísera consideração pelo que houve de bom. Sabe aquele ‘olhar pra trás’ e sorrir? Não existe isso. Não que eu ache que eu vá passar inatingível e/ou indolor nos próximos encontros, afinal um coração tem memória. Colocando em uma balança, é injusto as coisas terminarem mal, embora se continuasse a ‘amizade’ jamais iria efetivamente terminar. Como pesar do jeito certo? Só... pensamentos que me ocorreram.

Aí, depois disso, pulei pra um tópico sobre o qual ninguém vai chegar a nenhuma conclusão nunca: porque a gente gosta de quem gosta? Mesmo que não tenha nada a ver, que a razão diga que vocês são de mundos (de cidades) diferentes, que os olhos vejam que tem gostos opostos, que a cabeça perceba que tem personalidades que não batem, que o destino determine que ele vai embora em 2 meses. Essas paixões que vão embora... recorrentes e intrigantes. Volta-se para o sentimento de ‘depois de tudo’: aquele por quem você não se apaixonou, mas encantou pela beleza, permaneceu guardado embebido naquele carinho bom, naquela nostalgia, naquele ‘olhar pra trás’ com um sorriso.
E aquele outro, pelo qual você realmente sentiu alguma coisa... cadê? Não sobrou nada, só sobrou a certeza que não quer mais, que passou, ficou pra trás. Não foi suficiente nem pra se dar o trabalho de sair e tomar um chope pelos velhos tempos. Mal e mal um cumprimento, um abraço desajeitado. Uma parte do espelho que não reconheceu a imagem, que uma vez se refletiram tanto.
Talvez seja o sufocar do sentimento que acabe causando isso. Sufoque o que há de ruim, mas pague o preço: pague não lembrando o que houve de bom. É uma pena porque esse carinho é tipo um acalento, uma inundação de calor no peito. É aquele post que ficou nos rascunhos. E é bom sentir isso. Acho que é um daqueles sentimentos que me move e que eu sempre digo aqui: é emoção, comoção. Eu me acho um ser tão melhor apaixonada. Acho que estive apaixonada por tanto tempo ultimamente que não sei mais como não estar. Balança de novo: ao mesmo tempo que acho que alguém vai ter que fazer muito pra me ‘pegar’ de novo, tenho medo de pisar em falso e cair de amores logo. E errar.
Diz o sábio: “Se você não está errando sequer está tentando”.

Talvez domingo eu volte diferente. Tomara, desde que seja pra melhor.
(Deletei um post sem querer, merda!)

26 de mai. de 2013

Great times

Queria elaborar mais esse post, mas é só pra não deixar passar...
Também não vim só pra fazer alarde...
Vim pra contar umas coisas...

É que 7 dias atrás eu tava numa festa idiota dando um chute desajeitado na bunda de uma coisa que eu não queria mais. Não escapei de ficar um pouco mal com isso.
E no decorrer de uma semana nebulosa com ausência de sol eu consegui:
ser promovida
fechar o contrato de compra do meu apto
pegar um cara (externamente) maravilhoso e ex de uma miss Brasil.


Sorry, era só isso.
Deixa eu me achar por uns minutos.

tchau ;*

19 de mai. de 2013

Cem

Hoje eu tinha que vir falar.
Falar pra vocês, porque sexta já falei tudo tudo tudo tudo mesmo.
Falei o que tinha que falar, mas não posso dizer que tenha sido isenta de desequilíbrios.
Mesmo preparada psicologicamente eu tive aquela necessidade de fazer alguma coisa, de mostrar que ele não ia sair impune.
Ser boa demais nunca me deu nada, pelo contrário nesse caso.
Um ótimo final de semana, com coisas velhas ficando pra trás e novos passos dados em relações que eu gostaria de ter mais oportunidades de trabalhar.
A proximidade vem nos momentos difíceis, desde que as pessoas estejam lá pra um ombro ou uma mão amiga.
Foi importante.
A gente acha que perde tempo demais, mas talvez tenha sido o tempo necessário.
Se era impossível pra mim conseguir encerrar isso até há pouco tempo - quando decidi - é porque tinha que ser assim. Mesmo que a gente acabe se machucando mais... no fundo eu sabia que aconteceria cedo ou tarde.
Agora só um desejo de paz, com incertezas e medo.
Eu fiz o certo, mas não se sabe o que está por vir.
Peço que meu coração sossegue e não pule mais por um tempo. Não que eu não ame a emoção, vocês bem sabe como ela é até viciante pra mim. Só acho que a gente pode sentir um mesmo sentimento de maneiras diferentes e daquele jeito eu não vou sentir mais.
Pena ou não, a gente precisa fazer escolhas. Essa é a única coisa definitiva.
Escolha feita e ponto.



*: Por quê cem? Hã.
**: Dia 17 também foi aniversário de um ano de uma coisa boa que aconteceu ano passado com um certo blogueiro (quase) mudo.
***: #nowplaying Jason Mraz - I Won't Give Up
****: Eu devia postar uma crônica aqui sobre vício e 'drogas', mas quem sabe amanhã.

15 de mai. de 2013

Em falta

Me sinto tão em falta com esse espaço aqui.
Eu tive muito sobre o que escrever, e continuo tendo agora também.
Mas é uma fase onde não tem saído tão fácil.

É o nada. É se conformar com o nada. Um processo monstro de aceitação. Um desafio diário pra não mudar de idéia e deixar pra depois (de novo). É superar as crises e manter o não. Pra sempre.
Pra sempre é forte pra caramba. E o nada é forte pra caralho.
Se eu cheguei até aqui eu aguento. Pode bater.
Já até sinto a contração do soco no estômago.
Um medo danado de que ainda possa doer mais.
Um medo danado dessa parte do ano tão... tão... invernal.
Uma segurança com medo de voltar atrás.
Esse não grande pronto pra sair.
Um pedido.
Deixa eu falar.
Deixa eu fazer como eu quero.
Deixa eu deixar você saber.
Na verdade, deixa que aconteça do jeito certo.
Do jeito que acabe.
Do jeito que me deixe com... nada.

2 anos, 8 meses e 25 dias.

28 de abr. de 2013

É lei

Por que você não arruma namorado?

Você não entende como não começa um relacionamento, como não se apaixona novamente, como não muda de vida.
Reclama da ausência de opções. É bonita, inteligente, divertida.
Minha hipótese é que não abandonou o passado.
Mantém flertes com o ex indiferente, ou continua saindo com sujeito que jamais assumirá o romance.
Raciocina que, enquanto não vem o escolhido, o príncipe, pode se entreter com velhas paixões.
Mas todos pressentem quando uma mulher está enrolada, todos intuem o caso mal resolvido, e não se aproximam.
Não virá ninguém para espantar os corvos e dissolver essa atmosfera pesada de Prometeu.
É trabalho em vão soterrar o precipício. Mulher desinteressada é impossível.
Ninguém ousará quebrar o monopólio de sua dor.
Você cheira a encrenca, cheira fidelidade a um terceiro. Seus ouvidos estão lentos, sua boca paira em distante lugar, seus olhos se distraem seguidamente.
Não tem brilho na pele, porém tensão nos ombros.
Sua respiração é um poço de suspiros.
Vive ansiosa por notícias, por reatos, mensagens. Não presta atenção, não se entrega para as casualidades.
Quem enxerga fantasmas não vê os vivos.
Não dá para começar um novo amor sem abandonar os anteriores. Errada a regra que a gente somente esquece um amor antigo por um novo.
Está com o corpo fechado, costurado, mentindo que já não sofre mais com as cicatrizes.
Espera herança, não sai para trabalhar ternuras.
Mendiga retornos, não cria memória.
Sua nudez não responde ao pedido da curva. Nem balança com a música favorita.
Está tomada do carma, do veneno, do ressentimento.
Pensa que está bem, mas está em luto. Uma mulher em luto não permite arrebatamentos, afasta-se na primeira gentileza que receber, recusa a prosperidade das pálpebras piscando nos bares e restaurantes.
Você nunca vai encontrar seu namoro, seu casamento, sua paz, se não terminar de se arrepender.
É preciso guardar o máximo de ar, ir ao fundo, descer na tristeza e nadar para longe dela.
Não amará outro alguém sem solucionar pendências, sem recusar o homem que não a merece, o homem que não vai embora e tampouco fica.
Não amará outro alguém sem abandonar algumas horas de alívio em motéis.
Não amará outro alguém se não bloquear as recaídas, se insistir em ressuscitar as promessas.
Uma mulher nunca será inteira se mantém romances quebrados.
Nunca estará presente.
Nunca estará aqui.
Entenda, minha amiga, só ama quem está disposta a ser amada.




Carpinejar que disse. E eu já sabia, mas é bom ele falar.
Estou ansiosa pelo fim.
Ventos me trazem coisas boas e novas.
Tenho tanto pra escrever aqui, mas não tá saindo nos últimos dias.

"Saber amar é saber deixar alguém te amar". - Coincidência ou não, quem disse isso fez a coisa certa.

6 de abr. de 2013

Trancada do lado de fora

Romântica, nostálgica, triste, pensativa.
Não sei como classificar. Talvez tivesse que criar uma palavra que significasse todas essas.
Sozinha em um sábado a noite. Eu não gosto, e eu já sei que não gosto.
Por isso me preveni pra isso de várias formas. Convidei gente, programei coisas, chamei amigos e...
Acabei sozinha (eu, a pizza - e logo mais o espumante).
Por quê?
Dizem que a gente colhe o que planta, mas só o que eu plantei com as pessoas que eu convidei hoje foi cuidado, carinho, preocupação e presença. Eles não sabiam que eu realmente não queria ficar sozinha, porque senão alguém teria vindo (eu acredito nisso).
Enfim, é bom ficar sozinha pra pensar em algumas coisas, mas eu já fico sozinha a semana inteira. Só que quando se trabalha, malha, estuda e tem diversas atividades, tu até consegue calar alguns pensamentos. Nessas horas eles só aparecem com pouca intensidade e parecem contestações óbvias, ainda que tristes e tardias.
Mas hoje não deu pra silenciar essa enxurrada que veio com ímpeto. Nada que eu já não tenha pensado antes, só que não consegui terminar de jantar pizza sem engasgar.

Eu coloquei minha fé numa coisa que eu não conhecia, o nada foi o que eu sempre tive. É injusto não ter nada em que se segurar. É difícil aprender - mas você aprende -, é difícil amar - mas você ama. Não é bem assim pra eu desistir, porque de um tempo pra cá eu engoli cada palavra, cada sussurro, cada suspiro.
Cansada de me esconder, de me esgueirar, de engolir cada palavra, sussurro, suspiro. Cansada de não ter nada depois desse tempo todo. Sweet nothing.
Meu coração se contorce cada vez que eu penso que eu devia gostar de outra pessoa. É a maneira dele concordar e afirmar que é isso mesmo e que eu devia fazer. Mas ele não me diz como faz.
Chega.

Eu sempre digo aqui. Let me livre, let me love (you).
See... heaven's got a plan for you.
(eu acredito nisso também).