Morre porque o matamos ou o deixamos morrer. Envenenado pela angústia. Enforcado pelo abraço. Eletrocutado pela sinceridade.
Mortes patéticas, cruéis. Não morre de velhice, em paz com a cama e com a fortuna dos dedos. Morre com um beijo dado sem ênfase. Um dia morno. Uma indiferença . Porque decidimos que está morto.
O amor não poderia morrer, ele não tem fim. Criamos a despedida para não suportar sua longevidade. Vai que ele seja maior do que nossa vida?!
O amor é sempre homicídio. Mato porque não tolero o contraponto. Porque ele conheceu meu lado escuro. Escondo o corpo dele em meu próprio corpo.
Só não sei mais como matar.
Parafraseando Fabrício Carpinejar - Quantas vezes eu assassinei o amor.
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